sábado, 26 de abril de 2008

Cativeiro cativado

Estava eu a passear pelos orkuts alheios quando encontrei a seguinte frase:

"Adora dançar Chopin, requebrar com Coltrane e porque não, chorar ao som de Gotan Project".

Ok, seria apenas um fragmento qualquer destinado a uma pessoa pra lá de especial pra essa anêmona. Mas a questão é que ela teve o poder de desencadear uma locomotiva de sensações em mim. Vai dizer que nunca aconteceu com você de algo lhe fazer pensar sobre um turbilhão de coisas que nada tinham que ver com o remetente?

Minha locomotiva foi looonge. Teria assunto pra mais de um post. Não sei ainda como vou organizar meus pensamentos...



(DES)CONHECIDOS
Romina Cácia




Um post dedicado a moça do xale, ao aspasplágioaspas, ao mundo geove e a tantos outros que tiveram passagem não resevada, mas eternamente marcada.


É estranho pensar como algumas pessoas com quem você mal conviveu possam estar sempre tão presentes em sua vida. Não falo daqueles amigos que a distância ou o tempo trataram de afastar. A ordem talvez seja inversa. São pessoas com quem você mal trocou palavras, quiçá olhares, mas que sem querer entraram pelos laberintos que levavam a você e te cativaram.

E o mais estranho nisso tudo, é que mesmo depois desse ato de "cativeiro cativado" o contato continuou como outrora, nulo. Quer dizer, quase nulo. Não é porque não se tem um contato contínuo que se deixa de existir. Nossos contatos beiram ao "sobrenatural". Sim, entenda o "natural" como conversas em intervalos não tão longos, independentemente de qual seja o meio utilizado e desprezando a necessidade de algo presencial, por assim dizer.

Seria talvez o prazer de deliciar a inércia de (des)encontros que proporcionaram momentos do cotidiano que em nada pulsaram além do trivial o nosso elo? A verdade é que eu não sei. Apenas entendo que de alguma maneira nos mantemos em sitonia e a escala entre um oi e outro nada importa frente a oportunidade de fingir que o mundo deu algumas voltas desde o nosso último esbarrão.

Ah, a frase roubada é destinada a moça do xale. Pessoa com quem convivi por horas, mas que eu sei que tem tudo a ver com a decrição lá de cima.

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