domingo, 25 de maio de 2008

cenas para próximos posts...

vai misturando aí que já já eu te conto nos detalhes... caipirinha, beatles, céu inzento, praia, pipa, castelos... mil idéias temperadas com planos e nostalgia... trilha sonora com um sotaque... uiuiui.. tia tá bem.. depois de uma longa temporada acho que finalmente encontrei um sorriso esquecido.
beijo

terça-feira, 20 de maio de 2008

Salve Carpinejar!

Essa eu não podia deixar de publicar. Uma entrevista preciosa com todas as vertentes que a semântica pode se atrever a ceder generosamente. Meu futuro coordenador e, se nao não for pedir demais... amigo e colega com amizade entre as palavras.

(Murphy não quer me deixar descarregar o vídeo=( dá uma olhada aqui e lá procura o post comportamento publicado dia20/05)


E brincando com suas pétalas espalhadas ao longo do "papo":
eu ainda sou crianaça
muito carente e com mundos próprios
escrevo poemas para libertar meus olhos assados..
na tentativa de retirar emoção das sutilezas do cotidiano
e ser poliglota em minha própria língua



"Entrevista concedida a Tânia Carvalho no programa Comportamento, da TVCOM/RBSTV, que foi exibida no último sábado (17/5), com retransmissão pela Rádio Gaúcha. Uma hora de humor, expiações e parábolas. "Carpinejar

E quando eu digo que o dia 17 é mágico... ainda me perguntam o motivo=)?!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Once

Acabei de ver Once... finalmente consegui encontrá-lo na locadora=)

Tem suas singularidades, não pode ser visto como um filme qualquer. É preciso estar aberto e disposto, principalmente, para sentir.. deixar-se ser embalado por cada acorde, acreditar no real... afinal, o filme parece ser um extrato dos melhores momentos do cotidiano com uma trilha sonora impecável.
A imagem reforça minha teoria do conjunto de fotografias roubado da memória.
Sem efeitos especias, mas com tons de realidade em tom sustenido... com "simplicidade" de clave de sol.
Um filme pra quem acredita na vida e a degusta com o prazer de quem assiste clássicos... sem tempo(s) para pulsar na tecla pause... assim como a vida, Once se apresenta "ao vivo"... pronto para ser visto.. sem muito espaço para comentá-lo, apenas vivenciá-lo... redescobrir(se) entre tons graves e agudos... não à procura da perfeição, mas de algo que vale a pena ser vivido.


Romina Cácia


sábado, 17 de maio de 2008

17 de maio

Resolvi seguir o conselho de uma amiga.


Tirei os sapatos, abaixei um pouco a luz, abri uma garrafa de vinho...


Adicionei trilha sonora.
Não consegui cumprir o trajeto completo, ela tinha dito que eu deitasse e relaxasse. Hoje, isso seria impossível.

Corri para a escrivaninha, peguei papel da cor dos seus olhos e uma caneta macia. As idéias me torturaram durante todo o dia, o congestionamento de palavras me impedia de respirar.

Trabalhar nunca tinha sido tão desnecessário para atrapalhar meu dia e sua fluidez imperfeita.

Leio, rasgo, escrevo, grito, ensaio uma lágrima, puxo os cabelos, escrevo... resolvo apelar para o computador. Quiçá com as teclas eu consiga me entender melhor hoje.

Algum tempo depois, sem que eu perceba sua entrada ou o frevo do relógio, você entra e quase me mata de susto ao me acolher em seus braços e me presentear com um beijo.

Vou ao céu e xingo.

Com cara de quem não entendeu nada você me questiona a razão dos "delicados" verbetes.

Te explico. Apenas você consegue entender a delicadeza dessa data. Até tentei explicar a razão de sua singularidade aos mais curiosos, mas insistiam em dar razões próprias, não as minhas, ou as nossas.

Te digo que passara a noite tentando escrever o
inexplicável, algo que traduzisse o que sinto por você. Você sorri e com seu sotaque porteño me chama de "nocturna".

Tento então explicar meu desespero e repito: "Há
castigo maior para um poeta que não conseguir transmitir com a força do punho o que sente?"

Você me olha. Eu disfarço e tomo coragem. Me rendo. Entrego-me aos teus carinhos com o sorriso mais belo, sincero e presunçoso. Entrego minha pluma e adentro o cativeiro do teu coração, sem medo algum de estar presa pelas algemas de teus braços.

Vamos então a sala. Tento preparar algo, na verdade você acaba, como sempre, cozinhando tudo. E ao terminarmos o "banquete", diz : "Pequena, você caprichou como sempre".
Finjo acreditar na sua doce mentira.

Não sei se é o efeito do vinho ou a miragem dos teus olhos,lanço-me sobre o abismo do teu olhar.

Nos entregamos e pulsamos dançando ao som das
gotas de orvalho que salpicam sobre o jardim.

Me propõe um passeio, digo que por conta do vinho seria melhor que não. Você faz aquele olhar pretencioso que me fascina e lembra seu
dominio sobre o volante.

Ficamos por ali então.

Sem ar, sem chão, com a malemolencia das cadeiras te proponho algo.

Fazemos promessas.

O álcool me deixa perigosa e quase agressiva. Te aviso que caso você quebre juramento, meu veneno será cruel; te boto quebrante.

Sou chamada de teimosa e esbravejo que cansei de
lutar contra mim mesma.

Você me beija na tentativa de conseguir acalmar-me. Mal recupero o fôlego e te repito a
ladainha de sempre.

Então você
me roda como se estivéssemos ainda naquele grande salão; me faz gargalhar e admitir que você conhece meu manual de instruções.

Te faço pedidos.

Você me avisa que em algum momento acabaremos nos magoando.

Fico fora de foco. " Must be clouds in my eyes".

Você me chama de boba e diz que me ama.Fico hipnotizada, deconcertada e vermelha... é tão bom!

Mas algo me preocupa. Conseguirei algum dia dizer que quando você me diz que me ama eu fico gelada, sem graça, como na primeira vez que escutei? E que nesses segundos de falta de calor sinto meu sangue correr pelo corpo sem cessar; pois
pulso com a intensidade do nosso amor...

Você me compreende com seu olhar e me pede para
gritar tudo o que me faz calar.

Te respondo fazendo quase o mesmo pedido...

Te confesso que você me faz mais forte do que eu poderia ser ...

Embalada pelo efeito melancólico do álcool, inspiro-me com um desejo quase culposo por querer ser diferente do que havia planejado.

Recordamos um inesquecível
mês, fico distante, me distraio com as lembranças. Você me pede para voltar... disfarço, "must be clouds in my eyes", mas você sabe exatamente que "... I´m waiting for your touch..."

Te canto e peço para que fiques até amanhã, me faço casulo em teus braços; na tentativa de fazer do teu sorriso
meu abrigo.

Você me nina com "Starry, starry night..."

Antes de fechar definitivamente meus olhos te sussuro que o mundo não foi feito para pessoas como você.

Já quase inConsciente, te digo em tom quase saudoso e petulante que nada, nem mesmo o tempo será forte o suficiente para nos desAMARrar.


Romina Cácia

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Confesso...


É estranho isso... como no meio da certeza de tantos “nãos”, de um futuro fracasso, simplesmente surge em mim, como fênix ou flor de lótus, uma força inesgotável… um sorriso radiante com a ambição de se espalhar mundo a fora…(mesmo que seja por apenas alguns segundos…)

Tenho me surpreendido comigo mesma… nem nas minhas lembranças mais positivas pensei que pudesse passar por tudo isso. Tenho um Companheiro, fiel e constante.. que Me ajuda mesmo quando eu finjo não acreditar mais na possibilidade de merecer Sua misericórdia.

Minha mãezinha, então… seu regaço acolhedor sempre é garantia para que meu coração seja abrandado e o pranto seque.

Meu anjo da guarda, mesmo com uma sobrecarga de trabalho… também insiste em não me abandonar e olha que muitas vezes esqueço de agradecer...

Pois de maneira singela e explícita eu agradeço a todos eles e de uma forma especial a todos os que se propõem a ser “filiais” dessa grande família; presenteando-me com toques de carinho, adoçados por sorrisos, cozidos com sabedoria, entre silêncios ou ouvidos pacientes que com seu companheirismo me alegram por ser merecedora de saborear um dos maiores prazeres dessa vida: amizade=)


Que minha ausência não seja notada, ainda que constante… perdoem-me a bipolaridade de tds os momentos..

Agridocemente, eu


Romina Cácia

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ao entardecer (Evening)

Sim, eu gosto de filmes com histórias açucaradas, por assim dizer... independente do estado emocional ou civil=). Bem, esse não é somente mais um filme cor-de-rosa... acho que seria bordeaux.

Admito que o que me chamou na prateleira foi a lembrança de outros com títulos parecidos(Before Sunrise/Sunset). Quiçá fosse mais um desencontro de dois dos meus personagens preferidos. A decepção logo foi embora depois que a trama ganhou vida.
Gosto das cores, do figurino rico em elegância e simplicidade, dos cenários,dos cheiros e principlamente das entrelinhas.

Apaixonante!

O elenco é maravilhoso, o diretor fascinante e a história... vale a pena!
Mais uma vez me apaixonei pelo personagem errado. Por que raramente caio nos braços dos protagonistas? Buddy era tão interessante... Se bem que falar em protagonistas nesse filme é perigoso...ops! Quem tiver curiosidade ... eu recomendo!

Ausente de si mesma

Existe coisa mais cruel que o mundo não parar para que você possa se recompor e voltar a funcionar? Talvez sim: sabotar a si mesma.

Deveriam te presentear com uma licença até que tudo voltasse a pelo menos um estado suportável. É por isso que as pessoas adotam medidas extremas e amputam braços, tentam o suicídio…
Seria tão mais simples se levassem a sério a dor de um coração em caquinhos…

Tive a sorte de ter tido um professor que entendia um poco dessa fase, quer dizer, não especieficamente dessa, mas de outra também muito problemática e menosprezada. Meu professor de biologia da educação era a favor de que suas alunas não fossem a aula ou fizessem provas se estivessem com TPM. Ele fazia uma cara de sério, quase pensativo e com um sorriso de lado, afirmava sem espaço para gozações: “ Não brinco com coisa séria. Hormônios são perigosos e o mais importante de tudo: mulheres com TPM tem 50% mais de chances de cometer homicídios e eu quero viver por um bom tempo” .
Não sei se alguém teve a coragem de utilizar o arguemento para postergar qualquer obrigação acadêmica. Saí antes do final do período.


Só sei que um desses me cairia muito bem…

Já não são somente meus hormônios, eu mesma ando me traindo. Sabotar a si mesma é o cúmulo. Como já disse antes, vivo num conflito sem fim entre todos os meus eus. De repente todos se revoltaram e resolveram fazer greve. Fiquei só com a memória mínima daquilo que seria exponencialmente essa que vos fala, quer dizer, escreve.

Como a memória é mínima, o espaço é seletivo e, definitivamente, isso não assegura decisões precisas. Folheio e remexo em lembranças que deveriam não ser tocadas, pelo menos por agora, por uma questão de preservação. Recebo uma explicação que em segundos se desvai e fica perdida sei lá em qual arquivo. Escuto, racionar e compreender é outra história. Também vale o trocadilho com viver e sobreviver(é assim? Nunca aprendi essa palavra).

Meu ritmo sempre foi um pouco lento em relação ao resto do universo. Ultimamnete tenho percebido o mundo girar cada vez mais veloz… e eu aquí estancada querendo entender como que se posiciona o filete da publicidade do jornal de ontem…

Certo é que o mundo faz questão de lembrar a você que ele não vai ser piedoso e te fornecer a colher de chá de manerar um pouco para que seu eu volte ao normal. Quanto mais tentar se esconder, mais ele vai lá cutucar e gritar o seu nome. Isso além de metáfora pode ser levado ao pé da letra. Por que raios meu nome tem que ser tão singular para facilitar a vida de professores que gritam do fundo da sala que eu estou fazendo errado o que deveria ser feito?!

Sim, mundo, eu admito… ando fazendo tudo ao contrário do que deveria ser feito. Deixei de paquerar comigo, abandonei meu fiel esconderijo, chutei o pau da barraca , desisti de tudo, virei pesadelo e tenho problemas com tentativas remotas de sonhar.

Levantar é cada vez mais difícil… ter coragem para estufar o peito e admitir que eu sou eu é quase impossível.

Mas como assim não é permitido tirar férias de si mesmo?

Já que é assim, aceito a proposta de comprar(em 12 vezes no cartão, é claro) a super oferta para reorganizar tudo aquí, fazer uma faxina geral e seguir com a maré… já que levar o barco, por enquanto, é pedir demais.

Romina Cácia

sábado, 3 de maio de 2008

Recomendo!

A intenção era publicar dia 1 pra começar o mês com o pé direito.

O autor sugere o seguinte para acompanhar sua leitura: http://www.orkut.com.br/AlbumZoom.aspx?uid=15930122747331388888&pid=1200598945712&aid=1200572626 Se alguma outra canção te faz suspirar... o mouse é seu.

Gostou? Eu tbm adorei! Quer mais?

Delicie-se com http://diversita.blogspot.com/

Dedicados a todos que me fazem sentir inveja...


Eu te filmei e isso não fez de mim um cineasta

Hoje não estou para contos, amor. Estou para poesia. Dessas que vem enrroscadas, metidas, brincalhonas no meio de uma prosa cheia de falcatruas. Uma daquelas que você não gosta, não dá atenção. Cheia de repetições inúteis, redundâncias, só pra sentir seu olhar fugindo de mim. Prometo que desta vez, mas só desta vez, não estou nas entrelinhas. Resolvi ficar bem aqui, jogado na cara de um texto madrugueiro. É pra você, amor, que escrevo.

Viajei até onde não poderia, procurando segundos e milésimos de uma imagem que lembrasse o cheiro deixado por você num livro. Aquela cor esverdeada que você disse amar, que te dava cócegas nos olhos, fazendo duas ou três lágrimas caírem. Cada uma descia num bolero denso, pelas curvas do teu rosto branco. Eu te filmei e isso não fez de mim um cineasta.

não fez de mim um poeta
prosador, astronauta.
não.

mas desafogado
deste futuro
que ainda não ouvi.

---


Ricardo Oliveira

Inveja

Hoje eu acordei com inveja.
Inveja dos casais que encontrei na rua.
Das trocas de olhares que esbanjavam felicidade e cumplicidade.
De mãos que sabiam os caminhos a perocorrer.
De abraços que faziam do mundo algo mais seguro.
De brigas que logo terminariam em beijos.
De lágrimas que seriam enxugadas.
De um companheirismo que não se cansa.
Inveja da moça que esperava ao meu lado aflita e ansiosa pela chegada do seu moço no próximo metrô.
De planos sobre um futuro não tão cronologicamente próximo, mas perfeitamente arquitetado.
De palavras que curavam dores e proporcionavam sorrisos.
De afagos ao meio-dia...e noite adentro...
De quem não se tortura ao mesclar recordações e tempos verbais.
De quem não vive de imaginação.
De quem pode tocar e ser tocado.
De musas e deuses inspiradores para viver cada dia com paixão.
De quem tem fé, força e coragem... e não permite que nada abale o conjunto da obra.
De quem pode expressar seu carinho sem ser censurado por si mesmo.
De quem recebe telefonemas.
De quem chora por felicidade.
De quem consegue curar feridas, colar os caquinhos de si e começar vida nova.
Mas eu juro, nenhuma das minhas invejas foi maior que a que eu senti por aqueles que conseguem ser alheios a tudo isso.


Romina Cácia