Sim, eu gosto de filmes com histórias açucaradas, por assim dizer... independente do estado emocional ou civil=). Bem, esse não é somente mais um filme cor-de-rosa... acho que seria bordeaux.
Admito que o que me chamou na prateleira foi a lembrança de outros com títulos parecidos(Before Sunrise/Sunset). Quiçá fosse mais um desencontro de dois dos meus personagens preferidos. A decepção logo foi embora depois que a trama ganhou vida.
Gosto das cores, do figurino rico em elegância e simplicidade, dos cenários,dos cheiros e principlamente das entrelinhas.
Apaixonante!
O elenco é maravilhoso, o diretor fascinante e a história... vale a pena!
Mais uma vez me apaixonei pelo personagem errado. Por que raramente caio nos braços dos protagonistas? Buddy era tão interessante... Se bem que falar em protagonistas nesse filme é perigoso...ops! Quem tiver curiosidade ... eu recomendo!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Ausente de si mesma
Existe coisa mais cruel que o mundo não parar para que você possa se recompor e voltar a funcionar? Talvez sim: sabotar a si mesma. Deveriam te presentear com uma licença até que tudo voltasse a pelo menos um estado suportável. É por isso que as pessoas adotam medidas extremas e amputam braços, tentam o suicídio… Seria tão mais simples se levassem a sério a dor de um coração em caquinhos…
Tive a sorte de ter tido um professor que entendia um poco dessa fase, quer dizer, não especieficamente dessa, mas de outra também muito problemática e menosprezada. Meu professor de biologia da educação era a favor de que suas alunas não fossem a aula ou fizessem provas se estivessem com TPM. Ele fazia uma cara de sério, quase pensativo e com um sorriso de lado, afirmava sem espaço para gozações: “ Não brinco com coisa séria. Hormônios são perigosos e o mais importante de tudo: mulheres com TPM tem 50% mais de chances de cometer homicídios e eu quero viver por um bom tempo” .
Não sei se alguém teve a coragem de utilizar o arguemento para postergar qualquer obrigação acadêmica. Saí antes do final do período.
Só sei que um desses me cairia muito bem…
Já não são somente meus hormônios, eu mesma ando me traindo. Sabotar a si mesma é o cúmulo. Como já disse antes, vivo num conflito sem fim entre todos os meus eus. De repente todos se revoltaram e resolveram fazer greve. Fiquei só com a memória mínima daquilo que seria exponencialmente essa que vos fala, quer dizer, escreve.
Como a memória é mínima, o espaço é seletivo e, definitivamente, isso não assegura decisões precisas. Folheio e remexo em lembranças que deveriam não ser tocadas, pelo menos por agora, por uma questão de preservação. Recebo uma explicação que em segundos se desvai e fica perdida sei lá em qual arquivo. Escuto, racionar e compreender é outra história. Também vale o trocadilho com viver e sobreviver(é assim? Nunca aprendi essa palavra).
Meu ritmo sempre foi um pouco lento em relação ao resto do universo. Ultimamnete tenho percebido o mundo girar cada vez mais veloz… e eu aquí estancada querendo entender como que se posiciona o filete da publicidade do jornal de ontem…
Certo é que o mundo faz questão de lembrar a você que ele não vai ser piedoso e te fornecer a colher de chá de manerar um pouco para que seu eu volte ao normal. Quanto mais tentar se esconder, mais ele vai lá cutucar e gritar o seu nome. Isso além de metáfora pode ser levado ao pé da letra. Por que raios meu nome tem que ser tão singular para facilitar a vida de professores que gritam do fundo da sala que eu estou fazendo errado o que deveria ser feito?!
Sim, mundo, eu admito… ando fazendo tudo ao contrário do que deveria ser feito. Deixei de paquerar comigo, abandonei meu fiel esconderijo, chutei o pau da barraca , desisti de tudo, virei pesadelo e tenho problemas com tentativas remotas de sonhar.
Levantar é cada vez mais difícil… ter coragem para estufar o peito e admitir que eu sou eu é quase impossível.
Mas como assim não é permitido tirar férias de si mesmo?
Já que é assim, aceito a proposta de comprar(em 12 vezes no cartão, é claro) a super oferta para reorganizar tudo aquí, fazer uma faxina geral e seguir com a maré… já que levar o barco, por enquanto, é pedir demais.
Romina Cácia
sábado, 3 de maio de 2008
Recomendo!
A intenção era publicar dia 1 pra começar o mês com o pé direito.
O autor sugere o seguinte para acompanhar sua leitura: http://www.orkut.com.br/AlbumZoom.aspx?uid=15930122747331388888&pid=1200598945712&aid=1200572626 Se alguma outra canção te faz suspirar... o mouse é seu.
Gostou? Eu tbm adorei! Quer mais?
Delicie-se com http://diversita.blogspot.com/
Dedicados a todos que me fazem sentir inveja...
Eu te filmei e isso não fez de mim um cineasta
Hoje não estou para contos, amor. Estou para poesia. Dessas que vem enrroscadas, metidas, brincalhonas no meio de uma prosa cheia de falcatruas. Uma daquelas que você não gosta, não dá atenção. Cheia de repetições inúteis, redundâncias, só pra sentir seu olhar fugindo de mim. Prometo que desta vez, mas só desta vez, não estou nas entrelinhas. Resolvi ficar bem aqui, jogado na cara de um texto madrugueiro. É pra você, amor, que escrevo.
Viajei até onde não poderia, procurando segundos e milésimos de uma imagem que lembrasse o cheiro deixado por você num livro. Aquela cor esverdeada que você disse amar, que te dava cócegas nos olhos, fazendo duas ou três lágrimas caírem. Cada uma descia num bolero denso, pelas curvas do teu rosto branco. Eu te filmei e isso não fez de mim um cineasta.
não fez de mim um poeta
prosador, astronauta.
não.
mas desafogado
deste futuro
que ainda não ouvi.
---
Ricardo Oliveira
Inveja
Hoje eu acordei com inveja.
Inveja dos casais que encontrei na rua.
Das trocas de olhares que esbanjavam felicidade e cumplicidade.
De mãos que sabiam os caminhos a perocorrer.
De abraços que faziam do mundo algo mais seguro.
De brigas que logo terminariam em beijos.
De lágrimas que seriam enxugadas.
De um companheirismo que não se cansa.
Inveja da moça que esperava ao meu lado aflita e ansiosa pela chegada do seu moço no próximo metrô.
De planos sobre um futuro não tão cronologicamente próximo, mas perfeitamente arquitetado.
De palavras que curavam dores e proporcionavam sorrisos.
De afagos ao meio-dia...e noite adentro...
De quem não se tortura ao mesclar recordações e tempos verbais.
De quem não vive de imaginação.
De quem pode tocar e ser tocado.
De musas e deuses inspiradores para viver cada dia com paixão.
De quem tem fé, força e coragem... e não permite que nada abale o conjunto da obra.
De quem pode expressar seu carinho sem ser censurado por si mesmo.
De quem recebe telefonemas.
De quem chora por felicidade.
De quem consegue curar feridas, colar os caquinhos de si e começar vida nova.
Mas eu juro, nenhuma das minhas invejas foi maior que a que eu senti por aqueles que conseguem ser alheios a tudo isso.
Romina Cácia
Inveja dos casais que encontrei na rua.
Das trocas de olhares que esbanjavam felicidade e cumplicidade.
De mãos que sabiam os caminhos a perocorrer.
De abraços que faziam do mundo algo mais seguro.
De brigas que logo terminariam em beijos.
De lágrimas que seriam enxugadas.
De um companheirismo que não se cansa.
Inveja da moça que esperava ao meu lado aflita e ansiosa pela chegada do seu moço no próximo metrô.
De planos sobre um futuro não tão cronologicamente próximo, mas perfeitamente arquitetado.
De palavras que curavam dores e proporcionavam sorrisos.
De afagos ao meio-dia...e noite adentro...
De quem não se tortura ao mesclar recordações e tempos verbais.
De quem não vive de imaginação.
De quem pode tocar e ser tocado.
De musas e deuses inspiradores para viver cada dia com paixão.
De quem tem fé, força e coragem... e não permite que nada abale o conjunto da obra.
De quem pode expressar seu carinho sem ser censurado por si mesmo.
De quem recebe telefonemas.
De quem chora por felicidade.
De quem consegue curar feridas, colar os caquinhos de si e começar vida nova.
Mas eu juro, nenhuma das minhas invejas foi maior que a que eu senti por aqueles que conseguem ser alheios a tudo isso.
Romina Cácia
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