sexta-feira, 17 de julho de 2009
Ça va?
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Sobre o direito de ser sincera e não mecânica
Relutei, mas decidi que seria válido comentar. Se existe algo que me deixa puta da vida é quando alguém pergunta como você está sem interesse algum em saber a verdade. De repente você não tem mais o direito de ser sincera. Quer dizer, até pode se arriscar, agora se vai ser escutado é outra história.
Meu último companheiro de apto em VLC tinha esse defeito, sempre que nos esbarrávamos ele perguntava como ia tudo e eu algumas vezes inventei de querer responder algo além de "bem". Não importava se eu mandava um "... muito bem porque consegui um emprego em tal lugar" ou " ... confuso por conta do fim de um namoro"; a reação era a mesma: ele continuava o que estava fazendo e não se preocupava em ao menos fingir que escutava o que eu estava dizendo.
Não estou querendo que a partir de agora sejamos psicólogos de cada um que nos cerca, apenas peço o direito de ser sincera. Talvez por querer tanto isso de volta eu muitas vezes esqueça o protocolo do "Oi, tudo bem?". Não é apenas falta de jeito com rituais pré-moldados, porém respeito com quem converso. Quando pergunto estou realmente querendo saber como alguém está e disposta a querer escutá-lo. Sou programada para sentir e não apenas reproduzir scripts alheios.
|Romina Cácia|
terça-feira, 26 de maio de 2009
Hoje
Hoje eu acordei tão feliz que até o que mais me irrita fez com que eu sorrisse
Cantei do início ao fim a música que não suporto nem a introdução
A água da chuva fez com que a sandália afrouxasse justamente onde mais aperta
As poças d’água apenas impulsionavam os saltos proporcionados pela leveza do bem-estar
As pedras entre cada uma delas ajudavam a improvisar uma coreografia que me lembravam quão desengonçada eu sou; e por isso gargalhei
Sim, é claro que eu não estava sozinha
Eu tinha a mim
Eu encontrando diversão durante minhas 14h de espera entre um voo e outro.
Dá pra ver meus cabelos ao "vento" ? hehe
Romina Cácia
domingo, 17 de maio de 2009
Quatro paredes já não eram suficientes. A dor tinha se expandido, muito. Precisava sair, mas para onde? O sufocamento provacava uma sens
ação de dormência, queria sair, queria ser percebida, amada, saber para qual lugar ir. Já não tinha planos ou conseguia pensar nos antigos sonhos. Sabia que podia e devia ir além, apenas não sabia como. Precisava de ajuda, mas os gritos eram abafados. Bebeu do choro, ficou inchada como qualquer um que morre afogado, mas continuou imperceptível. Não queria ser transparente, buscava o reconhecimento e não o anonimato.
Já não aguentava dublar a própria vida, bem que poderiam ter escrito isso em sua lápide. O tempo apenas catalisava a dor e a angústia.
